Empirismo
A
origem do conhecimento sempre ocupou a grande parte dos filósofos. Muitos eram
os questionamentos, como, de onde vieram os principio racionais? De onde veio a
capacidade para a intuição e o raciocínio? Já nascemos com eles? Ou adquirimos
pela educação e costumes?. A filosofia apresentou durante séculos duas
respostas a essas perguntas, ficaram conhecidas como Inatismo e Empirismo.
O inatismo afirma que nascemos trazendo
em nossa inteligência não só os princípios racionais, mas também algumas ideias
verdadeiras, que, por isso, são ideias inatas. O empirismo, ao contrário,
afirma que a razão, com seus princípios, seus procedimentos e suas ideias, é
adquirida por nós através da experiência. Em grego, experiência se diz:
empeiria – donde, empirismo, conhecimento empírico, isto é, conhecimento
adquirido por meio da experiência. (CHAUI, 2000, p.85).
Como
já vimos, os defensores do empirismo afirmam que as razões, as verdades e as
ideias racionais são adquiridas através da experiência. Antes desta experiência
o indivíduo é como uma “folha em branco”, onde nada foi escrito ou mesmo uma
“Tabula rasa” onde nada foi gravado.
Segundo
os empiristas o conhecimento começa com a experiência dos sentidos. Os objetos
exteriores excitam os órgãos dos sentidos fazendo com que as sensações reunidas
formem uma percepção. As percepções associadas formam as ideias. As ideias
trazidas pela experiência, pela percepção e pelo hábito, são levadas a memória,
onde junto com a razão formam os pensamentos.
Em seu livro
Convite a Filosofia, Chaui (2000) descreve como a experiência escreve e grava
em nosso espirito as ideias, e a razão ira associa-las, combiná-las ou
separá-las, formando todos os nossos pensamentos, ainda cita Hume, onde este
dirá que a razão é o hábito de associar ideias, seja por semelhança, seja por
diferença.
O empirismo
apresenta em sua teoria um problema insolúvel, que é a impossibilidade do
conhecimento objetivo da realidade.
Os
empiristas ingleses
Focaremos
aqui o empirismo inglês e seus três expoentes do nos séculos XVII e XVIII,
David Hume, Francis Bacon e John Locke.
Estes
filósofos viveram em uma época de profundas transformações na visão do homem
ocidental, uma época de muitas descobertas, algumas destas rejeitam algumas
ideias até então vigentes, ideias estas aceitas como únicas verdadeiras,
passando assim a ter descrenças e dúvidas quanto ao conhecimento da verdade.
Entretanto, era necessário que se encontrasse o caminho certo. Por este motivo
surgem duas grandes orientações metodológicas, sendo elas, o Empirismo proposta
por Francis Bacon e o Racionalismo
moderno, iniciado por Descartes, buscando na razão os recursos para a
recuperação da certeza científica.
Na
historia da filosofia vários filósofos defenderam a tese empirista, além dos
três já citados como “os empiristas ingleses” tivemos na idade média dois
importantes filósofos também empiristas, Roger Bacon e Guilheme de Ockham,
outro nome importante do empirismo, este mais recente, foi Bertrand Russell
(1872 – 1970).
Filósofo
escocês viveu de 1711 a 1776. Hume coloca em questão os limites do conhecimento
humano. Para ele temos que ser modestos em relação à capacidade do entendimento
humano. Compartilhava com Locke da premissa empirista de que o nosso
conhecimento de qualquer coisa fora de nós, seja da nossa própria experiência,
seja a de outra pessoa só pode derivar da experiência. Queria retornar à forma
original pela qual o homem experimentava o mundo. Sua principal obra foi o Tratado da natureza humana, em
que preconiza o método de investigação, em que consiste na observação e na
generalização. Afirma que o conhecimento tem inicio com as percepções individuais,
que podem ser impressões
ou ideias. A
diferença entre ambas depende da força e da vivacidade pelas quais as
percepções atingem a mente.
Francis Bacon (1561-1626). (Vulgo Chico Toicinho)
Foi
um nobre inglês, conhecido como o fundador do método indutivo. Viveu numa época
de intenso movimento cultural. Para ele o conhecimento verdadeiro, seria pelo
método indutivo, sem preconceitos ou ídolos.
John Locke (1632-1704)
Foi
médico e politico atuante, suas obras exaltam o liberalismo, a tolerância e a
liberdade de politica. Criticou a tradição do aristotelismo escolástico. Suas
principais obras são: Tratado sobre a tolerância, Dois tratados sobre o governo
civil e Ensaio sobre o entendimento humano. Foi dele a teoria da “tabula rasa”.


