quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Filosofia da Educação - Empirismo



Empirismo

A origem do conhecimento sempre ocupou a grande parte dos filósofos. Muitos eram os questionamentos, como, de onde vieram os principio racionais? De onde veio a capacidade para a intuição e o raciocínio? Já nascemos com eles? Ou adquirimos pela educação e costumes?. A filosofia apresentou durante séculos duas respostas a essas perguntas, ficaram conhecidas como Inatismo e Empirismo.
O inatismo afirma que nascemos trazendo em nossa inteligência não só os princípios racionais, mas também algumas ideias verdadeiras, que, por isso, são ideias inatas. O empirismo, ao contrário, afirma que a razão, com seus princípios, seus procedimentos e suas ideias, é adquirida por nós através da experiência. Em grego, experiência se diz: empeiria – donde, empirismo, conhecimento empírico, isto é, conhecimento adquirido por meio da experiência. (CHAUI, 2000, p.85).
Como já vimos, os defensores do empirismo afirmam que as razões, as verdades e as ideias racionais são adquiridas através da experiência. Antes desta experiência o indivíduo é como uma “folha em branco”, onde nada foi escrito ou mesmo uma “Tabula rasa”  onde nada foi gravado.
Segundo os empiristas o conhecimento começa com a experiência dos sentidos. Os objetos exteriores excitam os órgãos dos sentidos fazendo com que as sensações reunidas formem uma percepção. As percepções associadas formam as ideias. As ideias trazidas pela experiência, pela percepção e pelo hábito, são levadas a memória, onde junto com a razão formam os pensamentos.
Em seu livro Convite a Filosofia, Chaui (2000) descreve como a experiência escreve e grava em nosso espirito as ideias, e a razão ira associa-las, combiná-las ou separá-las, formando todos os nossos pensamentos, ainda cita Hume, onde este dirá que a razão é o hábito de associar ideias, seja por semelhança, seja por diferença.
O empirismo apresenta em sua teoria um problema insolúvel, que é a impossibilidade do conhecimento objetivo da realidade.

Os empiristas ingleses
Focaremos aqui o empirismo inglês e seus três expoentes do nos séculos XVII e XVIII, David Hume, Francis Bacon e John Locke.
Estes filósofos viveram em uma época de profundas transformações na visão do homem ocidental, uma época de muitas descobertas, algumas destas rejeitam algumas ideias até então vigentes, ideias estas aceitas como únicas verdadeiras, passando assim a ter descrenças e dúvidas quanto ao conhecimento da verdade. Entretanto, era necessário que se encontrasse o caminho certo. Por este motivo surgem duas grandes orientações metodológicas, sendo elas, o Empirismo proposta por Francis Bacon  e o Racionalismo moderno, iniciado por Descartes, buscando na razão os recursos para a recuperação da certeza científica.
Na historia da filosofia vários filósofos defenderam a tese empirista, além dos três já citados como “os empiristas ingleses” tivemos na idade média dois importantes filósofos também empiristas, Roger Bacon e Guilheme de Ockham, outro nome importante do empirismo, este mais recente, foi Bertrand Russell (1872 – 1970).


David Hume 
Filósofo escocês viveu de 1711 a 1776. Hume coloca em questão os limites do conhecimento humano. Para ele temos que ser modestos em relação à capacidade do entendimento humano. Compartilhava com Locke da premissa empirista de que o nosso conhecimento de qualquer coisa fora de nós, seja da nossa própria experiência, seja a de outra pessoa só pode derivar da experiência. Queria retornar à forma original pela qual o homem experimentava o mundo. Sua principal obra foi o Tratado da natureza humana, em que preconiza o método de investigação, em que consiste na observação e na generalização. Afirma que o conhecimento tem inicio com as percepções individuais, que podem ser impressões ou ideias. A diferença entre ambas depende da força e da vivacidade pelas quais as percepções atingem a mente.

Francis Bacon (1561-1626). (Vulgo Chico Toicinho)
Foi um nobre inglês, conhecido como o fundador do método indutivo. Viveu numa época de intenso movimento cultural. Para ele o conhecimento verdadeiro, seria pelo método indutivo, sem preconceitos ou ídolos.






John Locke (1632-1704)  
Foi médico e politico atuante, suas obras exaltam o liberalismo, a tolerância e a liberdade de politica. Criticou a tradição do aristotelismo escolástico. Suas principais obras são: Tratado sobre a tolerância, Dois tratados sobre o governo civil e Ensaio sobre o entendimento humano. Foi dele a teoria da “tabula rasa”.